Ainda mais nutrido que ontem, submergido nas veias dos anseios e desejos vindouros, o propósito pelo crescimento pessoal parece matar a sede de dores, frustrações e traumas passados no cálice da resiliência mental e consistência emocional do ego.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
O PIANISTA
Notas que saem intuitivamente de uma memória traduzida no movimento das mãos. Os olhos se concentram nas notas e os ouvidos na harmonia. Mas, o que mais reproduz uma endorfina de uma era magnífica é a atmosfera gerada em volta. Ainda mais do que o simples som do piano, a nostalgia ressurge na mente dos que escutam, provinda de boas lembranças ou de uma experiência ainda não vivenciada no âmago do desejo.
REDUNDANTE PROGRESSO
Para onde todos nós vamos com tanta pressa em comum, mas com tantos propósitos diferentes? Passam-se reis e rainhas, governadores e presidentes, porém qual o verdadeiro progresso de nossas doutrinas? Apenas discernimento dos pecados? De repente, não mais que ao acaso, a história não evolui e o passado perdura sobre a inércia da prepotência. Provavelmente, deixemos a elucidação a posteriori, à deriva, no futuro intangível. Talvez, não mais do que uma incerteza, a resposta seja igual diante de tantas outras perguntas distintas oriundas do contorno insensato e desvairado pensamento humano.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
LUCIDEZ INCONSCIENTE
Quero eu emergir sob os olhos distantes do destino. Tomar meu próprio caminho dentro de um olhar lúcido do futuro. Transfigurar o momento presente em uma linha tênue de consciência, ainda que sob o foco de propósitos desconhecidos. Acompanhar a passos lentos aqueles que me seguem sem notar para qual via eu os levo.
Ainda que sob a turva neblina da dúvida, a cabeça se fixa ao chão de uma realidade opaca e os pés sobressaltam os devaneios dos sonhos inconsequentes. Pois, sob a égide dos anseios vindouros, intempestivamente, esbravejarei ao ego distintas sensações sem pudor, ainda que calado eu as diga.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
LORD OF DESTINY
I remember in not clear images the ambition and ingenuity that my childhood brought me. Although the time has passed, my memories have been deeply preserved about that. It's exactly this essence of life which we grow up thinking to achieve it. However, somehow, the sense of our goals have been fading over time and we forget why we arrived here in this moment and what really direction that we should get away.
Perhaps, the reality check shouldn't the first condition that we are used to get what it was gradually buried inside us, but the great memories and adjectives from childhood are soul tools which we should carry with us in a clearly way for the rest of life. Hence, we need to rescue the purpose from that time when the fear gave way to an immeasurable courage and unfulfilled desires to the dreams. All that turns us in something greater than the mere existence to live without perspectives.
Perhaps, the reality check shouldn't the first condition that we are used to get what it was gradually buried inside us, but the great memories and adjectives from childhood are soul tools which we should carry with us in a clearly way for the rest of life. Hence, we need to rescue the purpose from that time when the fear gave way to an immeasurable courage and unfulfilled desires to the dreams. All that turns us in something greater than the mere existence to live without perspectives.
INVICTUS
Related Poem Content Details
BY WILLIAM ERNEST HENLEY
"OUT
OF THE NIGHT THAT COVERS ME,
Black as the pit
from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my
unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced
nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody,
but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the
Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall
find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with
punishments the scroll,
I am the master of my fate,
I am the captain of my soul."
I am the captain of my soul."
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
BE SELF RELIABLE
First of all, there was a time that I was thinking to come back here, but without inspirational mind and time it was impossible to write something here even about daily events. Therefore, you can mind oddly the fact that I'm writing in English for you and sorry me if I commit some mistakes (I'll try to fix it). But, somehow, I needed to try something different and one of it would be write and sharing my thinks in another language. That will increase my self reliable by my own decisions. Hence, from the beginning until endless, I intend to look for the truly concept of rules to think about discerniment and power which gives life inside our minds.
Above all, below it follows a trailer from The Shallows movie that shows us a definition about we should think about. That's why it's not a simple video, but there is a message which we need to understand better before judging ourselves.
domingo, 18 de outubro de 2015
CRER NO AZAR PARA ANSIAR A SORTE
Talvez o pé esquerdo, ao acordar pela manhã, não seja o culpado. Talvez o trevo de quatro folhas não passe de uma planta fadada a ser arrancada da terra onde brota, por ser apenas um símbolo de sorte para o homem. E assim, enumera-se uma lista de itens, cada um com certo grau de crença, como a ferradura, pé de coelho, talismãs, moedas ou até bonecos de elefantes feitos para trazer algum tipo de sorte, quiçá ao menos para evitar o insucesso. Contudo, com ou sem conspirações, pode-se evitar muitos dos reveses inglórios com a simples atitude de ignorar aquilo que não faz bem ou, meramente, focar em tudo que amplifica a motivação e dignifica o ego. Dessarte, a dicotomia, como em qualquer ocasião, só é válida se existir uma oposição que, nessa ocasião, resume-se a acreditar no azar para crer que existe a sorte ou vice-versa.
domingo, 16 de agosto de 2015
GREEN SCHOOL FROM BALI
Nada da rigidez do concreto armado, nem muito menos das pesadas peças metálicas que compõem as estruturas contemporâneas das grandes construções, a inovação na escola de John Hardy, na Indonésia, começa pelo bambu, cuja alta resistência à flexão e leveza conferem uma estrutura à prova de abalos sísmicos na região. Entretanto, o grande potencial da escola está no ensino da preservação e na prática da sustentabilidade. Esse exemplo mostra a esperança que talvez a humanidade ainda conserve em uma jornada contra a extinção provinda de uma provável bomba-relógio da Mãe Natureza.
domingo, 9 de agosto de 2015
POESIA, POR QUÊ?
Por que descrever e transfigurar a realidade, quando acha que a única opção é aceitar o que vê sob uma neblina infame de um dia monótono? Sem delongas e tantos disparates, segue abaixo....
Vídeo retirado do filme "SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS".
"Ó eu! Ó vida!
Das perguntas que
se repetem,
Da sucessão
contínua dos sem fé,
Das cidades
repletas de tolos.
Da constante
censura a mim mesmo.
Pois quem é mais
tolo que eu, e quem mais infiel?
Dos olhos que em
vão almejam a luz.
Das coisas
desprezíveis.
Do esforço sempre
renovado.
De todas as
infelizes consequências.
Das multidões
sórdidas e laboriosas ao meu redor.
Dos anos fúteis e
vazios dos que restam, e o resto de mim que a eles se entrelaça.
A pergunta, ó eu!
Tão triste,
repete-se…
…o que há de bom em
meio a tal, ó eu, ó vida?
Resposta.
Estás aqui.
A vida existe, e a
identidade.
O enorme espetáculo
não para.
E sempre podes
oferecer-lhes um verso.
‘Ó eu! Ó vida!’"
BY: WALT WHITMAN
segunda-feira, 13 de abril de 2015
FILOSOFIA EM "O MUNDO DE SOFIA"
O Mundo de Sofia é, sem dúvida, o livro que, além de relatar as diversas frentes da filosofia, provoca no leitor uma forte reflexão sobre o sentido da existência desde a concepção de Sócrates até a contemporaneidade na psicanálise de Freud. Decerto, seria apenas um romance com uma trama cuja protagonista, denominada Sofia, é envolvida por aulas de filosofia, do início ao fim, por um homem de meia idade chamado Alberto Knox que, por entre histórias e observações práticas, tenta envolver a menina em pensamentos existenciais e materialistas à luz das variadas doutrinas e teorias filosóficas. Porém, em certo ponto, o autor provoca indagações sobre a verdadeira existência das personagens, no qual, de uma forma irônica, envolve o leitor nas aulas do professor Knox e na criação do próprio livro pelo então soldado da ONU, Albert Knag, para presentear a filha Hilde pelos 15 anos de vida.
Isso tudo transforma a obra de Jostein Gaarder em uma magnífica história, principalmente quando o leitor descobre que, mesmo sem a capacidade de interferir na trama, é o verdadeiro ser onipresente por trás de todo o desenrolar filosófico, mas....até que ponto? (Ironia Socrática)
Segue o poema que fora transcrito do livro para refletir toda a concepção supracitada:
What if you slept ...
"What if you slept
And what if
In your sleep
You dreamed
And what if
In your dream
You went to heaven
And there plucked a strange and beautiful flower
And what if
When you awoke
You had that flower in you hand
Ah, what then? "
Samuel Taylor Coleridge
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
DIVAGANDO
Algum tempo em silêncio e o escárnio de palavras transcorrem sob um fluxo tempestuoso e incessante de ideias, momentos e devaneios. Em vão?! Nenhum momento paramos para saber se é em vão nossas atitudes...apenas fazemos. Deixamos-nos transcorrer sobre uma linha contínua e itinerante da vida, pensando em várias perspectivas julgadas pelos padrões da época. Porque assim, sobrepujados pelos espasmos inquietantes que sufocam nosso subconsciente, em alguns segundos de divagação, caminhamos à deriva, saindo do delineamento que nos foi imposto e tentando descobrir, de uma forma incontestável, o real sentido de tudo.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
SONHOS EM ÊXTASE
Sobre o dilúvio de um dia insano, entorpecemos nosso raciocínio na mais tempestuosa e conturbada região do subconsciente. Eventualmente, há um êxtase profundo e mental que consola a espera incansável dos objetivos contundentes com o lado prazeroso da vida. Nesse breve momento de um sobrecarregado suspiro, a mente transfere o sobrepeso do fardo para o refúgio de sua estrutura neural e psicológica, fazendo com que andemos atemporalmente em transe, como um equilibrista circense sobre uma corda tênue a ponto de cair no chão duro da realidade incontestável. Porém, no fundo de toda essa alegoria psíquica, ocorre não mais do que um nirvana de todos nossos anseios dispersados em ondas sonoras e traduzidos em uma simples e harmoniosa música.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
LEMBRANÇAS PÓS-GUERRA
Assistindo a um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial (O Apocalipse Nazista), é possível observar o delírio nazista ultranacionalista de Hitler, a desenvoltura do ego de uma Rússia Comunista na figura radical e opressora de Stalin, uma atordoada e desnorteada Inglaterra de Churchill, Itália e França ofuscadas pelo poder do Führer, um Japão opressor com seu Imperador submisso ao general da época e uma EUA sem saber muito ainda qual seria seu papel até sofrer o ataque a Pearl Harbor. Uma guerra fundamentada no ódio dos inimigos. Era exatamente o pretexto que os totalitaristas como Hitler ou Mussolini utilizavam para ascender ao poder, ou ainda pior, a realização da desordem para se ter a ordem com base em suas ideologias utópicas sobre uma possível pacificação mundial. O uso da guerra para a paz já era doce na boca de crianças mimadas e sem escrúpulos (ditadores). Entretanto, apelando para uma reflexão mais profunda sobre o sentido da guerra e a desvalorização que se deu à vida de soldados no front de batalha e, principalmente, os judeus, observamos corpos juntados, literalmente, aos montes e tratados como pedaços de carne sub-humanos prestes à extinção daquele mundo apocalíptico. Anteriormente à eficiência das mortíferas câmaras de gás, os judeus cavavam suas próprias valas para que pudessem morrer em uma "velocidade" maior, poupando trabalho dos soldados nazistas. Antes fosse horrível, porque não se encontra um adjetivo mais deturpador para o evento em questão.
Atualmente, a humanidade vive com a imagem e uma cicatriz profunda nas raízes de sua história. Não sabemos até onde podem chegar nossas realizações para alcançar um desejo desconhecido de uma vida inteiramente arraigada no poder, seja ele apoiado na democracia capitalista, no socialismo científico de Marx ou qualquer outro cunho político cuja organização é baseada em uma hierarquia piramidal. O poder ainda é o câncer que resseca as vísceras de uma convivência fraterna, destrói a inocência e os sonhos da uma vida digna no trabalho pacífico de toda uma nação. O que se observa ainda é um mundo em colapso, talvez com os mesmos protagonistas e personagens, sobrando uma política cíclica de resultados críticos e uma destruição em massa não só do ambiente em que vivemos, mas também da esperança que temos em conviver de maneira harmoniosa sem nos preocuparmos com as diferenças do acaso que nos é acometido pelo meio ou hereditariedade cultural. Então, qual o legado que deixamos aos nossos descendentes, além dessa miséria fatídica no caráter humano? Ainda me pergunto o motivo de tudo isso.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
AR PÚTRIDO!
Deixa eu transpirar mais um
pouco! Não venha me falar sobre discursos, cerimônias, padrões ou qualquer
imposição regrada por essa sociedade que busca uma felicidade utópica em meio a
sucessos fantasiosos. Por isso, deixe-me respirar! Não me fale sobre qual
direção devo seguir ou quais palavras devo usar, as ilusões, disfarçadas em sonhos, já
fazem muito bem isso por todos nós. Qual parâmetro? Com qual intensidade? Para
onde e por qual motivo? Realmente é necessário fazer perguntas do tipo? Chega
de controvérsias! De hoje em diante devemos seguir o próprio ego de nossa
discórdia interior, sem reflexos de uma educação cheia de artigos ou incisos de
uma recalcada república. Passos forjados, vida ludibriada! Entre noites
insolentes adentro, meio cambaleante e desacordado, vejo-me segurando na mão da
hipocrisia alheia, nesse mundo enrustido de poesias narcisistas, mulheres
vendidas e perdidas dentro do próprio corpo e homens sangrando pelo poder sobre
a corroída miséria que mata 1 em cada 1 habitante dessa organização banalizada
e prostituída. É necessário escutarmos, vermos ou sentirmos a dor da perda para
darmos valor ao que nós mesmos criamos?! Que ultrajante, viver e não ser
vívido! Por essas e outras, por favor, deixe-me dar ao menos um último
suspiro...cansado eu continuo da mesmice vulgar e violento ambiente dentre séculos que sobrevivemos. Puxa, não há mais tanto tempo! Mas com o pouco que resta vou tentar não
ficar tão ofegante...respiremos, ainda que o ar esteja poluído!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
REALIDADE CRÔNICA
Em alguns lugares do planeta azul, repleto de mentes mergulhadas na humanidade, eis que surgem ideias pontuais e inequívocas sobre nós mesmos. "Ainda há esperança!", esbraveja a criança. Gritos de sermões são sobrepujados ao fundo, agora vendem Jesus a preço de ouro e poder, como o próprio não viu em terra. E assim, o circo é montado, o leão ruge, os mágicos fazem rádio virar TV, os malabaristas fazem os olhos ficarem a mercê e o palhaço, ah o palhaço, o dono do circo, faz o show acontecer. A criança, ainda assustada, esquiva-se das pisoteadas em tom de brincadeira como em uma roda de diversão. "Quem quer brincar?", pergunta finalmente o palhaço que agora se pode enxergar, esnobando o doce em sua mão com um sorriso irônico e olhar intransigente. Mal sabe a criança que o doce acaba, o circo desarma e o palhaço, com a felicidade roubada, desmascara os devaneios de uma realidade frustrada na infância outrora sonhada. Alimenta a ganância, pobre criança. Sorrisos desconsertados, agora sois escravos dos sonhos que vistes nas maravilhas do circo. Talvez fosse triste se soubesse o palhaço que, quando a lona é baixada, sobra-se a luz pingada em tantos outros pontos no mar do escuro céu, iluminando os olhos daquela criança que dessa vez aponta para indicar de onde surge a esperança. Contudo, novamente em um crime desconcertante, baixam-lhe o dedo para fuga do pecado: "Não queiras criar uma verruga, seu danado!". Pobre criança, sonhos enjaulados, resignados e arrancados!
terça-feira, 14 de maio de 2013
ESSÊNCIA DA POESIA
Em
uma penumbra de pensamentos, disparates e devaneios, eu sou aquele que ressoa
através de uma consciência imaginativa e filosófica. Sou aquele que transpira
palavras e suspira sentimentos em sua mente. Provoco vontades e aspiro desejos.
Chego para quebrar paradigmas de um tempo que todos esquecem em algum momento
da vida. Ressoo como um reflexo de suspiros permanentes daquilo que
não sabe, não conhece e nunca viu, mas simplesmente sente. Muito além de uma
paixão platônica, sou o ato que dilata os seus sonhos. Aquele que a única forma
é o fluxo de palavras sinuosas jogadas em sua memória indecisa e curiosa. Você
pode me imaginar, mas só me enxergará naqueles momentos de concentração nos
seus pensamentos revigorados em devaneios, queimando a essência de uma ilusão
pela qual sempre desejou passar. Sou muito além das palavras que causam arrepio
pelo vento que ricocheteia sua nuca. Sou o tormento dos dias frios e
chuvosos. Sou o calor que disseca a alma e incinera os corações. Sou isso,
aquilo, um ser, uma essência, um sentimento, uma virtude e um desejo. Contudo,
levo a essência daquilo que ninguém ainda conseguiu expressar. Aquilo que todo
mundo não sabe exatamente o que procura nem o que acha. Exatamente isso, do ditado
que diz: "SÓ SABE QUEM PASSA!". ESSE SOU EU!
Prazer....POESIA que inflama seus dias de insônia e transcende os sentidos de
sua razão! =)
*Dedicado ao eterno poeta e cordelista ZÉ SALDANHA, meu grande avô!
*Dedicado ao eterno poeta e cordelista ZÉ SALDANHA, meu grande avô!
domingo, 12 de maio de 2013
MÃE
MÃE...muito mais que uma simples mulher, um sentimento singular definido entre a fraternidade e o amor. A data é representativa e, talvez, comercial, mas serve para refletirmos o quão especial é a figura da mãe em nossa vida. Crescemos na ingenuidade de sua proteção e amamos no calor dos seus abraços, sorrisos, e muito aquém das raivas, que outrora se transformavam em castigos, estava a lição da educação que levaríamos para o resto de nossas vidas. Aprendemos o sentido de tudo isso ainda no berço e, desde então, sentimos e entendemos o valor real das emoções, transfigurando toda o carinho materno na ligação mais forte e sólida que existe entre dois seres. E então, acolhidos pelo amor puro e genuíno, aprendemos a tomar decisões desde cedo, mergulhados no impressionante devaneio da inocência, nessa infindável cadeia de mutações descritas por escolhas da vida que formam essa rede de sonhos alimentadas por você...MÃE! O amor nunca fez tão sentido em nossas vidas. Contudo, palavras sempre nos faltarão quando o significado é vago em meio à real expressão.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
"FALA DO HOMEM NASCIDO"
É certo que não levaremos nada dessa vida, mas alguns poemas precisam ser apreciados na sua essência para que, dessa forma, vivamos com um melhor discernimento. Como é o caso do poema "Fala do homem nascido", da obra In teatro do mundo, escrito pelo poeta português António Gedeão:
"Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no ato de que nasci
Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr
Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me detenham
Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu
Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
rumo à estrela polar."
segunda-feira, 6 de maio de 2013
ARRISCAR
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo se expondo à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota."
Theodore Roosevelt
quarta-feira, 1 de maio de 2013
DEVANEANDO
Sobre o devaneio de uma noite que
intensifica o calor e dispersa a brisa que por ela adentra, o tempo dita
radiante o prazer vivido por aqueles escolhidos ao acaso da certeza. Não talvez
fosse a expressão do que dizem serem sentimentos atrelados às virtudes, ou ainda,
é nessas definições que observamos a razão e a emoção, passado e futuro, ausência
e presença. E assim, de súbito, mergulhamos no mais impressionante devaneio da
inocência. Carregamos os fardos com as nossas próprias mãos e esbravejamos o
amor com as nossas próprias vozes, transcendendo, definitivamente, os nossos
sonhos em realidade.
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