quarta-feira, 22 de outubro de 2014

LEMBRANÇAS PÓS-GUERRA

      Assistindo a um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial (O Apocalipse Nazista), é possível observar o delírio nazista ultranacionalista de Hitler, a desenvoltura do ego de uma Rússia Comunista na figura radical e opressora de Stalin, uma atordoada e desnorteada Inglaterra de Churchill, Itália e França ofuscadas pelo poder do Führer, um Japão opressor com seu Imperador submisso ao general da época e uma EUA sem saber muito ainda qual seria seu papel até sofrer o ataque a Pearl Harbor. Uma guerra fundamentada no ódio dos inimigos. Era exatamente o pretexto que os totalitaristas como Hitler ou Mussolini utilizavam para ascender ao poder, ou ainda pior, a realização da desordem para se ter a ordem com base em suas ideologias utópicas sobre uma possível pacificação mundial. O uso da guerra para a paz já era doce na boca de crianças mimadas e sem escrúpulos (ditadores). Entretanto, apelando para uma reflexão mais profunda sobre o sentido da guerra e a desvalorização que se deu à vida de soldados no front de batalha e, principalmente,  os judeus, observamos corpos juntados, literalmente, aos montes e tratados como pedaços de carne sub-humanos prestes à extinção daquele mundo apocalíptico. Anteriormente à eficiência das mortíferas câmaras de gás, os judeus cavavam suas próprias valas para que pudessem morrer em uma "velocidade" maior, poupando trabalho dos soldados nazistas. Antes fosse horrível, porque não se encontra um adjetivo mais deturpador para o evento em questão. 
      Atualmente, a humanidade vive com a imagem e uma cicatriz profunda nas raízes de sua história. Não sabemos até onde podem chegar nossas realizações para alcançar um desejo desconhecido de uma vida inteiramente arraigada no poder, seja ele apoiado na democracia capitalista, no socialismo científico de Marx ou qualquer outro cunho político cuja organização é baseada em uma hierarquia piramidal. O poder ainda é o câncer que resseca as vísceras de uma convivência fraterna, destrói a inocência e os sonhos da uma vida digna no trabalho pacífico de toda uma nação. O que se observa ainda é um mundo em colapso, talvez com os mesmos protagonistas e personagens, sobrando uma política cíclica de resultados críticos e uma destruição em massa não só do ambiente em que vivemos, mas também da esperança que temos em conviver de maneira harmoniosa sem nos preocuparmos com as diferenças do acaso que nos é acometido pelo meio ou hereditariedade cultural. Então, qual o legado que deixamos aos nossos descendentes, além dessa miséria fatídica no caráter humano? Ainda me pergunto o motivo de tudo isso.




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